sábado, 5 de julho de 2008

Bom Dia

Manhã para ser feliz

Manhã para se feliz

Esta é uma manhã para ser feliz
em um lugar, de algum modo,
é uma manhã para ser feliz...

Esta é uma manhã para dois, para dois juntos
abraçados e tontos, num remoinho
não como nós, eu aqui, diante do sol, das árvores,
de tudo envergonhado porque estou sozinho...

Esta é uma manhã que me fala de ti, nas nuvens,
na transparência do ar,
neste azul do céu, imaculado,
na beleza das coisas tocadas de sonho
e imaturidade...

Uma manhã de festa
para ser feliz de verdade!
Esta é uma manhã
para te Ter ao meu lado...

Quando Deus fez uma manhã como esta
estava com certeza apaixonado...

(Poema de JG de Araujo Jorge –
do livro - Espera- 1960)

Un dia sen ti!!!!!

Qué hora es?
Bienvenida la mañana
Tan sola yo y el cielo tan azul
En mi café, en mi radio y en mi tele,
Siempre estás tu.
Para empezar me levanto de la cama
Y voy vistiéndome así como así
Gracias a Dios tú no puedes verme
Llorando por ti.

Un día sin ti
Es una eternidad, es un adiós
Que duele por dos
Solo esperar, la soledad
Un día sin ti.

Busco a tu voz y el teléfono me lleva
Al puerto gris de tu contestador
Ayúdame, yo no sé como pasarme
Un día sin ti.

Un día sin ti
Es una eternidad, es un adiós
Que duele por dos
Es una pena
Un día sin ti.

No tengo amigos
Ni otra cosa que hacer
Sólo pienso fuertemente en ti... Oh...
Me niego a ser tu amor
A cambio de un día sin ti... Oh...

Un dia sen ti!!!!!

O Verbo Amar



O verbo amar

Te amei: era de longe que te olhava
e de longe me olhavas vagamente...
Ah, quanta coisa nesse tempo a gente sente,
que a alma da gente faz escrava.

Te amava: como inquieto adolescente,
tremendo ao te enlaçar, e te enlaçava
adivinhando esse mistério ardente
do mundo, em cada beijo que te dava.

Te amo: e ao te amar assim vou conjugando
os tempos todos desse amor, enquanto
segue a vida, vivendo, e eu, vou te amando...

Te amar: é mais que em verbo é a minha lei,
e é por ti que o repito no meu canto:
te amei, te amava, te amo e te amarei!

(Poema de JG de Araujo Jorge
do livro -Bazar de Ritmos- 1935)