sexta-feira, 10 de julho de 2015

Solidão

Eu não estou conseguindo ser tão forte como sempre quis..
como devo ser...
há momentos que sinto vontade de partir...
de ir sem saber quando parar...
há instantes que queria não estar...
queria tanto fugir....
As vezes eu acho que não passo de uma fraca e que esqueceu de saber o que é fé...
Muitas vezes me vejo infiel com Aquele que me criou...
As vezes quero minhas asas de volta e voltar de onde vim...
as vezes me sinto tão impura a ponto de nunca mais poder voar...
O fardo nem é pesado... A missão nem começou...
Estou fazendo tudo errado...
muitas vezes busco atalhos...
e acabo me perdendo na minha própria dor..
Quantas vezes me deixo envolver pelo ódio e pelo rancor...
E em vez de salvar almas acabo as afogando nos caminhos de desamor...
Amando os que não querem amar...
e desprezando aquele que querem bem...
Sou o instrumento torto... sem cordas, sem som...
o vaso rachado ...
a flor que murchou...
Estou me sentindo assim como o pássaro que nunca voou...
Cristina Czank

um beijo de esperança


Para você um beijo bom... um suspiro suave... um sopro de esperança..
É na acolhida que se demonstra o amor...
Quem ama se doa sem exigir troca... Apenas ama... e o amor se retorna por si só.
Cris Czank

A Morte dos Pássaros

A morte dos pássaros.

Eu prendi pássaros em mim.
Pássaros jovens, alegres.
Os alimentei com gotas de amor,
E com doçuras de flores.
Fiz uma fonte de ternura.
Os encobri com suspiros suaves...
Abri as janelas do peito, para que admirassem o sol,
e enamorassem a lua.
Os alimentei com esmero,
os sufoquei com beijos.
Uma melodia cheia de vida,
me era então devolvida.

Eu prendi pássaros em mim.
Com medo que se perdessem,
com temor que envelhecessem,
com pavor de que pudessem sofrer.

Erro meu! Sufoquei os meus pássaros,
Os pássaros nem eram meus!
A água da fonte ficou turva,
As flores murcharam,
O canto cessou.
Acabou-se a beleza.

A realidade é cruel por si só.
Os sonhos morrem quando sufocados em nós.
Os pássaros morrem sem aprender a voar.
Cris Czank