A morte dos pássaros.
Eu prendi pássaros em mim.
Pássaros jovens, alegres.
Os alimentei com gotas de amor,
E com doçuras de flores.
Fiz uma fonte de ternura.
Os encobri com suspiros suaves...
Abri as janelas do peito, para que admirassem o sol,
e enamorassem a lua.
Os alimentei com esmero,
os sufoquei com beijos.
Uma melodia cheia de vida,
me era então devolvida.
Eu prendi pássaros em mim.
Com medo que se perdessem,
com temor que envelhecessem,
com pavor de que pudessem sofrer.
Erro meu! Sufoquei os meus pássaros,
Os pássaros nem eram meus!
A água da fonte ficou turva,
As flores murcharam,
O canto cessou.
Acabou-se a beleza.
A realidade é cruel por si só.
Os sonhos morrem quando sufocados em nós.
Os pássaros morrem sem aprender a voar.
Cris Czank

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