Quantas cartas de amor eu escrevi... e que jamais eu as enviei...
Cartas perfumadas em cada palavra...
Almiscaradas com o perfume de jasmim...
Palavras suaves, singelas em puro florescer da meninice...
Quando aflorou no peito adolescente o arrepio que faz sentir uma paixão...
Escrevi em segredos a espera desse príncipe encantador,
Que em contos dos livros tanto falava...
Desenhei... E floreei cada letra em cada pagina...
Como se fosse uma prece...
Um apelo.
Aos céus eu clamei essa alma...
A irmã da minha alma que tanto eu busquei...
Fiquei a espera incansável de encontra-la...
Essa alma gêmea da qual eu me apeguei...
Nunca foram entregues tais versos que hoje amarelados...
Guardados entre pétalas de rosas secas, porém se mantem vivo o perfume..
Pois ainda busco incessantemente essa alma
que tem o meu nome tatuado
E que em mim existe a fragrância do perfume de um jasmim...
Sei que ao longo da vida... Tantas vidas e amores me surgiram...
Cada um tão marcante e inesquecível
Deixando assim cada dia mais florido o meu jardim...
Mas minha alma é inquieta é cigana...
Entre caprichos e valsinhas vai além...
E sabe que essa busca incansável
Acontecerá quando se deparar
Com aquela que por ela também chama...
E somente então essa busca terá fim.
E todas as cartas que nunca foram lidas...
Os próprios olhares saberão as declamar.
14/03/2014

Nenhum comentário:
Postar um comentário